Era tanto e tão pouco,
Que só me restou o nada e o tudo
é tão cheio e tão vazio
é, é cheio de vazio
o vazio que preenche o tudo com o nada
o tudo me falta, o nada me resta
ps:Pronto tata, só por postar mesmo, depois penso em algo melhor.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Bem vinda
Ele esta só e em paz. De repente ela abre a porta com toda a pressa e força, não tocou a Campânia nem sequer esperou ele abrir a porta. Ainda sim ele pensou “seja bem vinda”. Ela permaneceu um [curto] tempo, e modificou [toda] a vida dele, depois abriu a porta e saiu. Sua partida deixou uma grande bagunça, a casa já não era a mesma sem ela,a bagunça e a dor fizeram companhia a ele por algum tempo. Ele conseguiu se reger, mas nunca mais ficou tão em paz como antes dela aparecer, nunca mais seria o mesmo. Um pedaço dele ficou no caminho, ficou com ela e isso nada poderia mudar. Ele se lamentava não ter dito a ela um simples “volte sempre”.
Por sorte ou azar, a porta foi aberta novamente e sem menor cerimônia ela entrou como se tudo que estivesse atrás daquela porta pertencesse a ela, ela não percebeu que com sua partida muita coisa havia se perdido.Era uma chance de tentar novamente, mas não, continuou a entrar e sair quando queria, e sempre ele estava lá para recebe-la com o “seja bem vinda” e se despedir com o “volte sempre”.A alegria com a chegada era cada vez menor, e a magoa com a partida aumentava em progressão aritmética. É, ele sente muito, mas não sente mais tanto, ele cansou de todas as idas e vindas. Pensa que “volte sempre” é uma frase muito idiota, já que o “sempre” é muito demorado pra se esperar. Ele nem sabe mais se quer que ela volte, mas se ela voltasse, ele ainda sim desejaria as boas vindas. Entretanto, e se ela partisse não teria mais o “volte sempre”, dessa vez ou entra e fica ou sai e não volta nunca mais.
Por sorte ou azar, a porta foi aberta novamente e sem menor cerimônia ela entrou como se tudo que estivesse atrás daquela porta pertencesse a ela, ela não percebeu que com sua partida muita coisa havia se perdido.Era uma chance de tentar novamente, mas não, continuou a entrar e sair quando queria, e sempre ele estava lá para recebe-la com o “seja bem vinda” e se despedir com o “volte sempre”.A alegria com a chegada era cada vez menor, e a magoa com a partida aumentava em progressão aritmética. É, ele sente muito, mas não sente mais tanto, ele cansou de todas as idas e vindas. Pensa que “volte sempre” é uma frase muito idiota, já que o “sempre” é muito demorado pra se esperar. Ele nem sabe mais se quer que ela volte, mas se ela voltasse, ele ainda sim desejaria as boas vindas. Entretanto, e se ela partisse não teria mais o “volte sempre”, dessa vez ou entra e fica ou sai e não volta nunca mais.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
¬¬
-você acha que eu sou vesga?
-não...
-jura?
-é não, mas agora olha pra mim
- ¬¬
-que foi?
- eu já estava olhando
-não...
-jura?
-é não, mas agora olha pra mim
- ¬¬
-que foi?
- eu já estava olhando
sábado, 26 de abril de 2008
adiada
Enche o peito respira e pensa que dessa vez vai conseguir, quando pensa em desistir se lembra que nao se deve adiar ainda mais um problema que todo dia o assombra como um fantasma qualquer. Vai, vai da tudo certo! o que pode dar errado? tudo, tudo pode dar errado, as pessoas tem atitudes normalmente nao esperadas. Isso sempre o assustou, nunca saber o que esperar das pessoas. E novamente pensa em desistir e se lembra que nao pode, que precisa disso. Aceita mais uma taça de vinho como se isso fosse o ajudar em algo, talvez o ajudasse mesmo, ele bebe e se sente com mais coragem do que no começo de tudo isso. Respira novamente, é o vinho sempre foi seu amigo sem te cobrar nada em troca. Pronto, agora é a hora, pensa em como falar tudo o que sente e tenta nao montar nenhuma historia em sua cabeça de como sera a reação. A hora é adiada, e sua coragem vai embora como as aguas que escorrem entre os dedos.
Isso sempre foi uma merda, sempre que algo é adiado ele pensa "foi melhor assim" e quer desitir. Mas dessa vez nao pode, nao se abre mao de toda uma vida assim. Escuta um barulho, talvez tenha alguem acordado para conversar com ele, ele nao sabe ao certo se quer ou não conversar, isso o divide: metade quer que tenha alguem acordado e que aproveitando a coragem que o vinho lhe deu ele converse, a outra quer que realmente todos estejam dormindo, afinal é uma grande bobagem conversar sobre isso. Ele ver que esta cansado e resolve dormir, talvez amanha...e mais uma vez essa conversa é adiada.
p.s.: Sem os acentos, ou ter relido o texto, prometo nao virar escrava do meu proprio blog.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
...
Vejo um casal de velhinhos na rua e penso imediatamente em duas coisas completamente distintas:
2)há quanto tempo eles vivem nessa mesmice? Nos acomodamos, desistimos de mudar as coisas e vivemos todos os dias iguais.Todos os dias as mesmas reclamações, ou ainda pior, nos acostumamos tanto que nem mais reclamamos. Nada de conversas, apelidos carinhosos, rever álbum de fotos. E os dias vão passando, e as pessoas parecem esquecer que o tempo não volta atrás e não espera ninguém ser feliz.E continuam com o casamento que pode ate ter sido bem sucedido, mas que no momento é apenas uma obrigação social, a simples e sufocante necessidade de ser casado.
1) Como deve ser lindo envelhecer com alguém ao seu lado, ninguém quer envelhecer sozinho.Compramos a idéia de que precisamos de alguém pra ser feliz, precisamos nos casar. Toda a nossa vida é montada em cima disso, vou me forma para ter um bom emprego e poder casar e assim serei feliz. E envelhecer junto deve ser realmente algo mágico, ter uma pessoa para conversar, dormi juntos, alguém pra chamar de "meu velho", reclamar das novas tecnologias, pra assistir os filmes "daquela época", e mostrar pra filhos e netos as fotos de quando eram jovens, que vá ao teatro, e até mesmo ao bingo com o pessoal da melhor idade.Alguém que você goste da companhia, que tenha coisas em comum e coisas completamente diferentes que mesmo depois de tanto tempo te surpreenda e ensine algo. Alguém que sempre te trate com amor e respeito.
2)há quanto tempo eles vivem nessa mesmice? Nos acomodamos, desistimos de mudar as coisas e vivemos todos os dias iguais.Todos os dias as mesmas reclamações, ou ainda pior, nos acostumamos tanto que nem mais reclamamos. Nada de conversas, apelidos carinhosos, rever álbum de fotos. E os dias vão passando, e as pessoas parecem esquecer que o tempo não volta atrás e não espera ninguém ser feliz.E continuam com o casamento que pode ate ter sido bem sucedido, mas que no momento é apenas uma obrigação social, a simples e sufocante necessidade de ser casado.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
.
Estamos sempre procurando a causa, e junto com a causa sempre vem a culpa. Se ficarmos doente foi porque não nos alimentamos direito, culpa daquele restaurante que fica perto do trabalho e só tem comida gordurosa.Se nos atrasamos foi porque dormimos demais culpa do despertador que não tocou.
É preciso parar com essa procura por culpados, porque as coisas não podem simplesmente acontecer sem que haja bonzinhos e malvados? Escutamos uma historia e logo nos posicionamos, dividimos o bonzinho e o vilão da historia e torcemos para que o bonzinho fique bem e o vilão se der mal.Não, não estamos vivendo um filme, muito menos um quadrinho de super heróis onde os bonzinhos sempre terminam vencedores e o mau é derrotado. As coisas muitas vezes acontecem porque tem que acontecer, sem que acha um culpado. Tudo muda o tempo todo e algumas vezes ninguém pode evitar ou tem culpa de determinadas mudanças. Bom ou ruim a vida é assim, cheia de surpresar seja elas agradáveis ou não.Não quero com isso tirar a minha culpa dos últimos acontecimentos, muito menos te livrar de toda a sua culpa. Somos culpados pelas nossas palavras, ações e até pela falta de palavras e ações.Mas em meio a tantas alternativas ainda não achei a verdadeira causa dessa distancia entre nós, talvez realmente não acha uma causa especifica e sim um conjunto delas. Assim quem sabe não somos eu e você realmente os culpados ou ainda eu e você vitimas das mudanças sem explicações?Aqui estou eu de novo procurando a causa e o culpado. Quer saber? Achar o culpado não me trará a solução então dito isso retiro toda e qualquer culpa de mim e de você. É preciso parar de procurar culpados e começar a achar o que realmente importa : as soluções.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Dialogo
- o que você sente de verdade?
-não sei
-como assim não sabe?
-não sabendo ué...
-estranho isso!
- o que é estranho?
-você não saber o que esta sentindo...
-estranho mesmo é essa sua mania de querer dar nome a tudo... sentimentos não se nomeia,não se sabe, se sente.
-não sei
-como assim não sabe?
-não sabendo ué...
-estranho isso!
- o que é estranho?
-você não saber o que esta sentindo...
-estranho mesmo é essa sua mania de querer dar nome a tudo... sentimentos não se nomeia,não se sabe, se sente.
A ela [do sonho]
Falar sobre ele sempre foi uma tarefa mais fácil, ele parece esta sempre se expondo de alguma forma, às vezes ate tenta se esconder, mas ingenuamente esquece que as vitrines são sempre transparentes e iluminadas.
Já ela, ela é misteriosa. Nunca se sabe o que esta pensando, ou querendo. Ela consegue sorrir com os lábios e dente enquanto chora com o olhar. Ele me fala dela como alguém forte e determinado, mas sempre a trata com tanta delicadeza e cuidados como se fosse a taça de cristal mais frágil de todo o mundo e incapaz de se cuidar e tomar decisões sozinha. Talvez ela fosse mesmo um completo paradoxo.Ou não, talvez ele tenha a criado assim, ele a queria frágil e delicada, porque assim teria uma desculpa para continuar ali cuidando dela como cuidaria de uma criança órfã perdida no mundo. Ela o queria por perto, gostava disso, gostava da sua presença, dos mimos, carinhos. Pelo o que percebi ela queria mesmo era não se sentir só, um tempo só sempre foi importante para organizar, organizar pensamentos, sentimentos, decisões, mas permanecer muito tempo sozinha se tornava perigoso. A solidão amedrontava e a fazia pensar e viver de ilusões. Ela é simples, do tipo que ver beleza nas gotas de chuva, capaz de passar horas observando a lua e estrelas. Tudo o que sei sobre ela foi ele quem me contou ou o que deduzi pelas historias que chegaram aos meus ouvidos. O que sai da boca dele é sempre [um pouco] fantasioso, ele tem a mania de criar historinhas e justificativas em sua cabeça para amenizar sua dor e justificar os erros alheios. O que deduzo é falho. E ela? ela é misteriosa.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
SONHO
Mais uma vez ele sonhou com ela, mas não acordou como sempre, acordou triste. Talvez porque soubesse que nada seria como costumava ser, que dessa vez não haveria volta e a vida tomaria outro rumo, que não podia mais se culpa por tudo. Nessa manha o ar ficou mais pesado. Não sabia o que doía mais, se era a falta que ela fazia, os dias não vividos ou a forma em como tudo acabou. O “tudo” que se contado se resumiria a nada, eles nunca foram um do outro como ele sempre quis.E ele? Ele fez o que pode, às vezes pensa que poderia ter feito mais e mais, mas sejamos realistas ela jamais seria dele e parece que só ele não percebia isso.Tentou ajuda-la, sempre buscou a felicidade dela, pensava tanto nela que muitas vezes se deixava esquecido em algum lugar qualquer de acesso quase impossível, perdeu as contas de quantas vezes engoliu o choro, e de quantas vezes um simples sorriso dela o alegrou por inteiro. Ah, o sorriso...Sem duvida um dos mais lindos que já viu, sorriso capaz de iluminar todo o ambiente, e todo o dia daquele que se contentava com a felicidade dela. O sorriso sempre o trazia de volta a ela, mas era o choro que o prendia, o choro dela dava a ele uma importância maior. Era em dias de choro que dormiam juntos e que se abraçavam como se os corpos falassem “eu preciso de você”. Ninguém o entendia, mas nem poderia já que era pra ele que ela dava seu sorriso capaz de desarma-lo em um segundo, e era nos braços dele que chorava e o fazia sentir querido.É por isso também que ninguém nunca vai entende toda a sua dor, aprendeu que dor não me mede, apenas se sente. Já dizia Caetano “cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é” na musica “dom de iludir”.A dor, a dor muitas vezes era tanta que o fazia desejar apaga-la da memória como no computador, apertado apenas o delete, mas ao pensar nisso lembra que não se esquece assim. Acho mesmo que ele não quer esquece-la, alias tenho certeza de que não quer, ele sempre faz questão de preserva as lembranças e historias vivida, acredita que a única coisa que ninguém nunca poderá nos roubar é o que vivemos, nossa vida. Sua vontade era de lembrar sem sentir, mas isso faria dele uma pessoa fria e insensível, e ele nunca foi e jamais poderia ser frio e insensível. E assim ele continua a rolar na cama, na cama em que deram o primeiro beijo, a mesma que sempre o via chorar ao pensar nela, rolava tentando dormi novamente e quem sabe até voltar a sonhar.
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